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Tudo que é novo!



Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Meus amigos me condenaram porque um dia, discutindo o que cada um pediria se pudesse fazer um pedido pra um gênio da lâmpada e, excluindo aqueles pedidos de paz mundial etc, eu disse que gostaria de ser imortal. Perguntaram se eu não ficaria triste na medida em que todos os meus amigos e pessoas que conheço começassem a morrer. Pra falar a verdade eu nem havia pensado nisso. Queria ser imortal pelo novo. Pra saber como seria daqui pra diante. Alguma pessoas são muito presas a aspirações, acabam até sendo escravas das coisas que querem para sua vida. Aspirações de certa forma são regras. Regras de como se comportar, vestir e agir. Regras de como encarar o mundo, as pessoas, o universo e o novo. Os roqueiros, que tem a música como um gosto em comum, os surfistas, que têm um esporte, os naturalistas, os hippies remanescentes, todos esses têm um ou mais gostos em comum, e acabam por dividir aspirações em comum. Não comer carne, preservar a natureza, não aceitar regras. Mas peraí, se pensarmos bem, muitos desses grupos contrariam sua própria ideologia. Não quero me aprofundar em ideologias. Apenas mostrar como da mesma forma que uma ideologia engrandece muitas pessoas, pois faz elas agirem bem com o próximo e com o mundo, ao mesmo tempo às tornam limitadas e algumas vezes até preconceituosas com as diferenças. Condenam quem não pensa da mesma forma, excluem quem se veste diferente, e muitas vezes até contrariam seu lema principal. Saber o que quer, do que gosta, ter uma idéia do que é certo e errado é muito importante para todo mundo. Porém acho que todos deveriam ter outra característica em comum, a receptividade ao novo. Ou talvez eu devesse dizer "despreconceito"? Pois não posso querer que todos sejam receptivos à tudo que é novo, pois nem tudo que é novo é bom. Nem tudo que é novo é bom. Mas não dá pra gente julgar sem entender. Ou sem ver. Novo pode ser diferente. Pode ser maior, mais moderno, ou até um conceito que não temos. O importante é não julgar sem ver ou tentar entender. Eu faço parte desse grupo de pessoas que não fazem parte de grupo algum, mas que respeitam as ideologias e aspirações de quem faz. Que têm uma grande curiosidade ao que é novo, diferente. Que tem ideologias mas que é aberto ao que é contrário à elas. E o contrário de novo é o velho. Portanto dizer que esse blog é sobre o novo, não significa dizer que não vá falar sobre o velho. Além do que sem um não dá pro outro existir. Como eu dizia, todo grupo tem regras, muitas vezes são escravos à elas, e como não quero ser um também, esteja preparado pra qualquer hora eu mudar de idéia.

postado por: Luis Mauricio Wouters 3:09 PM




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